Impactado.

Estava tentando escrever a segunda linha de um conto. Como não consegui, fui até a cozinha, peguei um saco de Ruffles, um vidro de catchup, um copo de Coca-Cola Zero estupidamente gelada (era meia-noite, domingo para segunda) e me dirigi à sala. Na estante onde fica o televisor, o aparelho de DVD, um videoquê, um quatro-em-um e uns sessenta CDs dos meus pais é onde também fica o meu saquinho de palha recheado de filmes pirat... hum, quer dizer, alternativos. Pois bem. Estava alucinado para assistir "Watchmen", o que não pude fazer no cinema por encontrar resistência voraz e atroz do meu senhorio que, como (quase) todas as mulheres, detesta qualquer filme baseado em quadrinhos que não Batman, Homem-Aranha e afins. Liguei o aparelho de DVD, me arremessei no sofá laranja da sala (sim, tem um sofá laranja que eu adoro e que minha mãe vai fazer o favor de levar para a minha chácara, pois vai comprar outro conjunto novinho em folha e que vai demorar doze meses até ficar um pouquinho mais confortável) e comecei a assistir. Duas horas e pouco de projeção. Hoje é quinta-feira, quase sexta-feira, e me encontro tão impactado que sequer posso resenhar os créditos iniciais. Que, por si só, já tornariam aqueles cinco reais pagos ao meu camelô de confiança o melhor investimento dos últimos dias.
Escrito por Luís Fernando às 23h21
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