Da série: a ansiedade me consome.

Para não fugir à regra, FODERAM com o título na versão brasileira. Então, "Whatever Works", o novo filme de Woody Allen, passará a ser conhecido como "Tudo Pode Dar Certo" ao estrear nos cinemas brasileiros. E isso não importa, obviamente. Nada disso importa quando se trata DELE. E de Larry David, o homem careca que ilustra a foto aí de cima. Para quem não sabe, tal senhor foi o criador, além de redator, por muitos anos, da comédia mais genial de que se tem notícia. Tal senhor também, EXCRUSIVE (como diz um amigo meu), pôs seu dedo de Midas em "Segura a Onda", uma das comédias mais geniais dos últimos anos, tacada de mestre da HBO norte-americana. Também é o retorno triunfal de Allen à sua tão amada Nova Iorque. NOVA IORQUE. Assim mesmo, em português. Se os outros podem estragar os títulos dos filmes e afastar, conseqüentemente, os menos avisados das bilheterias brasileiras, porque eu não poderia escrever aqui como bem entendesse? E, sim, eu sei que posso estar sendo repetitivo quando falo daquele que é meu autor favorito. Mas quer saber? Foda-se. Eu amo o cinema autoral. Aquele que escreve, dirige, escolhe a trilha sonora, atrai um elenco disposto a dar o sangue por preço de banana e, vá lá, atue. Enfim, quem batalhe até hoje por recursos e lapida pequenas ou grandes jóias da sétima arte, como faz Woody Allen. Porra, o cara tem uma quantidade de prêmios ainda maior que a repercussão de seus escândalos passados. E ainda é capaz de dizer por aí, a quem interessar possa, que por conta do pequeno investimento feito em cada um de seus filmes, trabalhar em Nova Iorque tornou-se caro demais. Vocês compreenderam? Woody Allen, a meu ver, não acredita ser genial o suficiente ao ponto de atrair investidores interessados em custear seu trabalho. Então, eu páro e penso: se as pessoas ainda têm receio de investir no Woody Allen, o que será de nós num futuro próximo?
Escrito por Luís Fernando às 12h11
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