Depósito de Neuras


Tempo.

Há tempos não escrevo por aqui.

 

Prometi a série completa sobre minha lua-de-mel em Cuba, mas já se passou tanto tempo, já conheci tantos outros lugares, que fico pensando se ainda valei a pena falar sobre isso com meus quatro leitores.

 

Tenho muito a dizer sobre Cuba, mas acho que perdi o que chamam de timing. Talvez isso não importe mais a ninguém, só a mim mesmo. 

 

Recomendo, então: se programem e visitem Cuba. Havana, Varadero, Trinidad (que não fui), Cienfuegos (que não fui), e sejam felizes ao som de Beny Moré e ao sabor de um puro de primeira qualidade.

 

Como diz meu amigo Ricardo, así es



Escrito por Luís Fernando às 10h55
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Da série: o que andei lendo.

Furacão Sobre Cuba

Pois bem, meus queridos quatro leitores. Disse no dia 14 de junho deste ano que estava pensando em voltar a escrever aqui. Certamente não fiz falta, porque é muito mais interessante sentar-se na beira do mar com um livro nas mãos, bebericando alguma coisa e curtindo o sol do que ficar dentro de casa, com o notebook no colo, procurando o que talvez o Luís Fernando tenha escrito em um momento de nostalgia. Eu concordo pra caralho com isso, tanto que fui fazer isso ao invés de ficar blogando por aqui. E mesmo quando não estava na beira do mar com um livro, estava no interior, na padaria, no sofá da minha casa ou sentado no piso frio da varanda, com um copo em uma mão e um livro na outra. Então, não julgo vocês, porque não se pode julgar alguém que faz aquilo que lhe alimenta a alma. E não julgo também porque fiz igual e la vida sigue adelante

Durante esse meu longo (e sensacional) período de ausência, aconteceram tantas coisas na minha vida que talvez eu volte a escrever aqui só para escarrar todas as merdas e compartilhar os bons momentos que os meses de afastamento me proporcionaram. Posso dizer que gastei meu tempo com bobagens, mas também fiz com que ele se rendesse às minhas vontades. E aproveitei para colocar o intelecto em ordem, abrindo um armário do meu apartamento e retirando, periodicamente, um dos livros que estavam enfileirados, aguardando o momento para ser devorado e criticado. Porque não há nada mais chato do que ler um livro e não ter com quem discutir sobre o tema. Se existe gente que se reúne, semanalmente, para degustar uma garrafa de vinho e discutir sobre taninos, porque não podemos nos reunir para conversar sobre os livros que lemos? 

E antes que alguém me xingue, não sou um homem desavisado: eu sei que existem clubes de leituras espalhados aos montes por aqui e pelo resto do mundo. Mas estou dizendo de uma conversa mais informal, com menos intelectualismos, de preferência em algum boteco com boa bebida, boa comida e com pessoas que adorem preservar a individualidade dos outros (trocando em miúdos, sem chatos ao redor). Como a vida das pessoas anda corrida demais para que possam agendar um boteco simplesmente pelo prazer de divagar, e eu vergonhosamente me incluo nesse nada seleto grupo de cidadãos que, sem trabalho, não se alimentam, não se vestem e não compram livros, fiquei com vontade de comentar um livro fantástico que comprei em um dos poucos sebos existentes na cidade onde moro atualmente. 

"Furacão Sobre Cuba" é um relato escrito por Jean-Paul Sartre no ano de 1.960, ou seja, um ano depois do triunfo da Revolução Cubana. Enviado pela revista France Soir, hospedou-se no emblemático Hotel Nacional de Cuba, no bairro do Vedado, onde deu início aos seus estudos sobre a ilha caribenha. O livro aborda, na forma de escrita filosófica que permeia o limite de toda a obra sartreana, desde a especulação imobiliária na capital, Havana, passando pelo histórico da ação imperialista nos campos açucareiros, até chegar na formação da guerrilha armada e da tomada do poder pelo exército capitaneado pelo advogado Fidel Alejandro Castro Ruz, natural de Birán, escoltado por seus dois mitológicos escudeiros, Camilo Cienfuegos e o argentino Ernesto "Che" Guevara de La Serna. 

A edição que tive acesso, cuja foto ilustra esse texto aqui, foi publicada pela carioquíssima Editora do Autor. Essa editora, verbeteada por Ruy Castro em seu livro "Ela é Carioca - Uma Enciclopédia de Ipanema", por sua história já mereceria uma biografia própria, e na minha modesta opinião é uma das precursoras do idealismo literário que atualmente foi massacrado pelos grandes conglomerados: pequenos negócios, onde os seus colaboradores eram amigos, dispostos a não mais que reverter seu talento em provento próprio, oferecendo cultura verdadeira, legítima, baseado no que se acredita e não no que pede o mercado. Obviamente não deu certo, pois o mundo é mundo desde que se chama mundo. Porém inegavelmente essa iniciativa deixou para o país uma grande reunião de talentos da escrita e das artes gráficas, como Glauco Rodrigues, Bea Feitler (a brasileira que dirigiu a Harper's Bazaar), Jaguar, Fernando Sabino, Paulo Mendes Campos, Rubem Braga...

Filosofia sem grandes "filosofices" pode ser a síntese dessa obra. Uma viagem pela história da Revolução Cubana sem elocubrações ideológicas, e sim com pensamentos filosóficos que se encaixam perfeitamente, como o carrinho do Autorama na sua própria pista. Obrigatório para quem gosta de história, de filosofia, de política e, sobretudo, de literatura boa e sem frescura. 



Escrito por Luís Fernando às 17h51
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Um brasileiro em Cuba - segunda parte.

Ao chegarmos no Aeroporto Internacional José Martí, em Havana, ficamos um pouco apreensivos, tendo em vista a demora para que a nossa bagagem aparecesse na esteira rolante. Fora isso, não tivemos nenhum problema. A imigração não nos causou nenhum desconforto, fora a questão que o guarda do aeroporto cantou minha mulher, a qual elegantemente se esquivou da investida.

O funcionário da alfândega perguntou se pretendíamos ir aos Estados Unidos durante a validade dos passaportes apresentados. Diante de uma resposta afirmativa, o mesmo nos disse, então não recomendo o carimbo de Cuba, boa estada. Assim, naturalmente, como quem conta para a mãe que ficou de exame final quando o pai já havia feito o depósito antecipado daquela semana de férias no hotel-fazenda. Já tomamos contato com o ancestral problema do bloqueio bem na "porta de entrada" da nação.

Ao adentrarmos o saguão do aeroporto, nos encontramos com o motorista que iria nos conduzir para o hotel. Os traslados entre os hotéis e o aeroporto foram incluídos pela empresa que contratamos, e isso se mostrou inicialmente muito interessante (com o passar dos dias, vimos como o táxi é barato e eficiente, então não precisam se preocupar se a agência de turismo não disponibilizar o traslado). Mas não pense que tu vai ser conduzido para o hotel em um Cadillac ou em um Chevrolet Bel-Air dos anos cinquenta: os táxis são, na sua grande maioria, veículos herdados do período soviético na ilha, de marcas como Skoda e Lada, e todos os motoristas credenciados são funcionários públicos. Sim, você não leu errado, os servidores públicos em Cuba estão lotados nos mais variados setores, não apenas detrás de um balcão, pois o sistema socialista é auto-sustentável, e o capital de giro tem que, forçosamente, passar pelas mãos estatais.

Mas essa é uma discussão para outra hora. Fato é que nossas malas couberam no porta-malas de uma perua Skoda, e fomos levados ao hotel por um senhor muito simpático, que fez questão de nos mostrar os outdoors contendo mensagens pró-Revolução e pró-Socialismo (no lo van a nos poder de rodillas, siempre adelante con Cuba, dentre outras frases estimulantes); a Plaza de La Revolucion, com seus edifícios imponentes e a emblemática fachada do Ministério do Interior com a escultura de Ernesto "Che"Guevara; a Avenida Paseo, repleta de mansões transformadas em habitações coletivas e em serviços estatais de caráter social, como escolas, centros cirúrgicos e centros de convivência, até chegarmos à esquina com o Malecón. Ali ficava o nosso hotel: Paseo con Malecón.

Nos hospedamos no Hotel Meliá Cohiba, um elefante-branco encravado num espaço privilegiado. Afinal de contas, o Malecón é um dos cartões-postais da capital, um deleite para os fotógrafos, para os artistas, para os escritores, para os músicos, para os turistas. É uma avenida que parece não ter fim, com um quebra-mar fantástico, que permite a invasão das ondas e que refresca os habaneros que se sentam em suas muradas de concreto para pescar, para ouvir música e para ver um dos mais belos espetáculos daquele país: o pôr-do-sol. Qualquer desenho, qualquer descrição, qualquer poesia sobre a sensação de escutar o barulho do mar e de sentir o toque da espuma que o vento traz não reflete a sensação de estar diante do Atlântico imenso.

Ficamos em um quarto que carinhosamente chamávamos de "quina", mas não há nada de pejorativo nisso. A arquitetura arrojada do hotel dá impressão externa de algo um pouco sanfonado, uma dobradura gigante e extensa que alcança os céus de Havana. Mas quando se está dentro do seu quarto, a sensação é dúbia: acolhimento pelo cuidado que a rede Meliá lhe proporciona, liberdade por conta das enormes janelas anti-ruído. Ficamos em um quarto no nono andar do hotel, com vista para todo o bairro de Vedado, mais um trecho de Miramar e do Malecón. Olhando para baixo, víamos as piscinas, olhando para a direita, víamos os fundos do maravilhoso Hotel Habana Riviera, um marco arquitetônico da cidade e uma prova inefável de que o capitalismo já imperou em Cuba.

Ao sermos recebidos no Hotel Meliá Cohiba, por sermos um casal em luna de miel, fomos alojados em uma habitação superior daquela que havíamos contratado no pacote turístico. Um regalo da rede Meliá a dois turistas brasileiros. Chegando no quarto, José, nosso camareiro gente finíssima, avisou que havíamos sido presenteados com uma garrafa de rum Havana Club. O quarto era amplo, com uma cama gigantesca, uma sala de estar com um sofá e duas poltronas, e um televisor de tela plana com programação a cabo (isso não mudou muito, pois os canais interessantes, exceto a Fox Sports, não estavam disponíveis). Havia um pequeno escritório com escrivaninha, papel e caneta, um cofre de segurança para os pertences dos hóspedes e um banheiro amplo, com uma banheira de mármore incrível, da qual você consegue extrair uma vista maravilhosa da cidade, principalmente a noite, pois a capital cubana é ainda mais linda ao cair da tarde.

Próximo episódio: nossa primeira noite em Havana.



Escrito por Luís Fernando às 09h45
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Pensamento do dia.

Estou pensando em voltar a escrever aqui.



Escrito por Luís Fernando às 19h06
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Ocupação.

Venho por meio deste informar que permaneço ocupado demais para retornar ao blogue.

Pensando em inaugurar uma série "gastronômica" por aqui. Mas como seguir com isso, se não tenho tempo sequer para concluir minha saga cubana?



Escrito por Luís Fernando às 16h39
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Interrupção.

Venho por meio deste interromper o que nem começou.

Sei que fiquei de escrever sobre minha viagem a Cuba, mas preciso desabafar com meus quatro leitores:

Sabem quando tu tem a nítida e cristalina impressão de que em suas mãos esteve, durante certo período, uma obra-prima?

Pois é. Terminei de ler "Meridiano de Sangue", do Cormac McCarthy essa semana.

Jamais irei me recuperar.

Como disseram no Twitter na ocasião de seu aniversário: parabéns, Cormac McCarthy, ninguém pisando a face da Terra escreve tão bem quanto você.



Escrito por Luís Fernando às 11h00
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Um brasileiro em Cuba - primeira parte.

Para se chegar em Havana, gasta-se normalmente cerca de seis ou sete horas de vôo, aí incluídas as idas-e-vindas de fuso horário, bem como a sua pausa no Aeroporto Internacional da Cidade do Panamá.

Minha mulher e eu viajamos pela Copa Airlines, e confesso que tive medo. Mas como eu teria medo de voar até se fosse um pássaro e tivesse asas que me foram dadas justamente para cruzar os céus, não sou parâmetro para nada. E justiça seja feita: não tivemos problema algum durante o embarque, o desembarque e o trajeto. Aviões muito seguros, lanchinho horrível (como em todas as companhias aéreas) e uma única revista a bordo. No braço das poltronas tinham botões que, depois, fui descobrir ser o dial e o volume das rádios internas da companhia aérea.

Consegui ouvir um disco inteiro do Yo-Yo Ma, mais alguns clássicos do jazz moderno instrumental, e dormi o resto do tempo graças a uma cavalar dose de Dramin, cortesia da minha mulher, que me conhece como poucos. Não enfrentamos turbulências, o que foi um negócio da China, considerando minha propensão ao terror quando não sou eu a pessoa que está dirigindo.

O Panamá, pausa obrigatória para quem voa Copa até Havana, pode ser definido como um Paraguai de luxo. Por se tratar de um país onde os impostos são livres para compras (o famoso tax-free), a conexão pode transformar uma pausa maçante num programa divertido. Minha mulher e eu comemos uma pizza em pedaço logo na saída do portão de desembarque e, como faríamos nova conexão ao voltarmos para São Paulo, optamos por passear pelo aeroporto, definir nossas prioridades de compra e deixar para adquirir no retorno.

Até porque há limites estabelecidos pelo governo cubano para que você possa transportar as mercadorias mais famosas do país, como rum, charuto, café e chocolate. Fora o limite de peso da bagagem, que é estabelecido pela companhia aérea (isso merece um capítulo a parte). Sendo assim, é muito recomendável que tu não entupa sua mala de muamba no Panamá e perca a oportunidade de trazer o que realmente importa na bagagem: os poucos produtos que Cuba pode te oferecer.  

O Aeroporto Internacional José Marti, de Havana, é bem estruturado, ao contrário do que muitas pessoas pensam. Você não desce no meio da selva ou em Sierra Maestra. A pista é conservada, os funcionários são bem-treinados, você é direcionado adequadamente e a imigração do país é atenciosa sem ser grosseira, sem te intimidar em momento algum. Apesar da minha mulher ter sido cantada pelo policial (e, com elegância, ter desviado do mesmo), é bom frisar que não enfrentamos nenhum problema desde o embarque em São Paulo até a retirada de nossas bagagens na esteira do aeroporto.

Próximo capítulo: traslado e hospedagem.



Escrito por Luís Fernando às 17h35
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Cuba, meu amor.

Voltando a escrever aqui, creio que terminam as dúvidas de meus quatro leitores sobre a idoneidade de minha palavra.

Eu disse que, ao voltar de Cuba, me sentaria diante do computador e contaria absolutamente tudo sobre minha experiência no único país notadamente socialista das Américas (Venezuela não conta, para mim é um comunismo maquiado e movido a petrodólares).

Ocorre que, passados mais de cinco meses do meu retorno, quase seis meses, ainda não me recuperei totalmente da viagem. Foram dez dias que, para mim, significaram uma vida toda. Sinceramente, ao pisar no avião que me traria de volta ao Brasil, junto de minha mulher, carregava na bagagem mais que somente garrafas de rum Havana Club ou charutos Romeo Y Julieta. Carregava um sentimento estranho, uma vontade absurda de voltar, um desejo maciço de, um dia, quem sabe morar lá por um tempo.

Estou terminando de colocar as idéias em ordem. Em breve escreverei tudo.



Escrito por Luís Fernando às 14h20
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Hasta la victoria, siempre.

"De Alto Cedro voy para Marcané /

Llego a Cueto y voy para Mayari..."

Após três longos e tenebrosos anos sem férias, vou-me embora para Cuba em dezembro. Ficarei nove dias sentindo a história tomar meu corpo.

Ficarei em bons hotéis, beberei além da conta, dançarei salsa com minha mulher e pretendo comprar um quadro bem colorido para colocar na sacada do meu apartamento (ou em qualquer outro canto que me seja permitido).

Como não encontrei nenhum blogue com indicações de restaurantes, bares e clubes noturnos em Havana e Varadero, talvez esse seja meu projeto de retorno. Se não um blogue, porque eu não tenho mais paciência para escrever continua e rotineiramente, possivelmente uma série de impressões sobre minha viagem aos meus dois ou três leitores assíduos, ou seja, aqueles que ainda se dão ao trabalho de deixar comentários aqui, pedindo que eu apareça ou escreva. Certamente, meus queridos, beberei um rum em homenagem a vocês, que nunca me abandonam. E vocês sabem bem quem são.

Vou escrever tudo, tudo, tudo sobre Cuba aqui nesse espaço empoeirado. Quem viver, verá.



Escrito por Luís Fernando às 20h48
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Da época em que eu costumava acreditar nas coisas.

"Who knows, not me/ I never lost control/ You're face to face/ With the man who sold the world..."



Escrito por Luís Fernando às 21h27
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Compreendendo gênios.

O que é que tem no jazz que te atrai tanto?

Coloco a música que gosto de ouvir porque o filme é meu [ ri ]. Existe um certo tipo de jazz que é ótima música para comédia, porque é para cima e viva. Realmente não vou além da era do swing porque é importante que a batida seja simples, e a música, melódica. Seria difícil fazer uma trilha com o Charlie Parker e o Dizzy Gillespie - numa comédia. Dá para usar a música deles num filme sério. E de vez em quando dá para encaixar um Thelonious Monk.

Além disso, não consigo usar com facilidade a música dos meus ídolos. Nunca uso Jerry Roll Morton ou George Lewis. Só usei duas músicas de Sidney Bechet. Uma vez, em Poucas e boas, e só usei porque a letra [ de "Viper Mad" ] era ótima para a festa a que o Sean [ Penn ] vai no filme; usei também um disco muito, muito atípico do Sidney Bechet, em que ele toca "Tropical Mood Meringue", que ele não executou tão bem, e sem muito sucesso, e não é considerada parte de seu trabalho sério. Nunca consegui usar Louis Armstrong numa trilha sonora. Consegui colocá-lo num filme, como fiz em Memórias, mas, assim como Lewis e Bechet, não consigo usar Armstrong inocuamente como música de fundo; me incomodaria muito, a música deles é importante demais para mim.

Agora, eu realmente adoro muita gente que uso como música de fundo. Fiz muito sucesso com Ben Webster, Coleman Hawkins, Django Reinhardt, Erroll Garner, porque a música deles é altamente melódica e tem swing. Usei bastante Benny Goodman, que não é exatamente um ídolo para mim, embora eu adore como música de fundo.

[ Eric Lax, Conversas com Woody Allen, p. 400-401, Cosac & Naify ].



Escrito por Luís Fernando às 22h07
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Da série: as melhores trilhas para se escrever um conto.



Escrito por Luís Fernando às 19h51
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Groucho Marx, "I Must Be Going".



Escrito por Luís Fernando às 21h02
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Gregório Duvivier, "Pizzaria Guanabara".

Difícil ser feliz nas festas de Santa

Tereza ou sentado nas escadarias

da Lapa por melhor que seja

sua companhia é difícil ser

sinceramente feliz na

pizzaria guanabara às

cinco da manhã em

meio a pedaços de

pizza fria e o cigano

igor de chapéu há

lugares em que

você sabe que

não vai ser

feliz mas

vai

Muito mais aqui.



Escrito por Luís Fernando às 22h32
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Náusea.

Enjoei do blogue.

Mas eu volto. Eu sempre volto.

Por enquanto, aguardem meu conto (está saindo... saindo... saindo...) e ouçam Tiê, boa surpresa da música brasileira.

Depois, venham aqui para comentar, espinafrar ou dizer oi. Tudo isso é bem-vindo e não faz mal.



Escrito por Luís Fernando às 20h29
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